Esta é uma especialidade do bonzinho, mas ele precisa
aprender a tirar mais proveito disso e as mulheres precisam aprender a
valorizar esse aspecto.
Eu estava passando em frente a uma faculdade uma noite
dessas justamente no horário de saída das turmas. Notei a grande quantidade de
carros ali estacionados e os homens do lado de fora aguardando suas namoradas,
filhas, esposas. Eu me emocionei com a
cena porque observei com gratidão como os homens nos protegem.
É bom ser independente? É e não abrimos mão disso, mas nós amamos a proteção
masculina. Sentir uma mão forte em
nossos ombros quando atravessamos uma multidão, notar que o homem está atento
aos movimentos da rua e se mantém do lado da rua nos guardando do lado da
calçada, perceber que um homem discute com o mecânico, o chaveiro, o gerente do
banco ou com quem quer que seja para nos defender, ah, isso resgata algo que é
difícil de definir.
Eu me recuso a discutir ou a explicar isso, assim como
cansei de tentar descobrir porque homens e mulheres são tão diferentes.
O fato é que são diferentes, o fato é que boa parte das
mulheres gosta de proteção mesmo não dependendo dela. Na verdade todo ser humano gosta de proteção,
de carinho. Nós também gostamos de
preparar um chá nas noites mais frias quando nosso amado parece que vai ficar
gripado e os homens gostam desta proteção.
Isso não é uma regra, homens podem gostar de preparar o chá
e mulheres podem não querer serem esperadas na porta da escola.
Aqui não é a coisa que importa, é o espírito da coisa.
Saber que um pode contar com o outro é uma das maravilhas de
um relacionamento. Eu posso não
precisar, mas sei que posso contar com ele, ah, isso faz de um bonzinho um
homem irresistível.
Basta fazer o que vocês já fazem.
Não sei se foi por medo de ofender as mulheres com muita
proteção, não sei se as mulheres andaram botando banca de muito duronas e
independentes, o fato é que eu sinto que os homens se seguram, represam seu
instinto de proteção.
Risque a palavra proteção, chame de companheirismo e você
vai ver como fica mais fácil ser protetor, digo, companheiro.
Então vamos lá, como exercitar isso?
No contato físico há várias oportunidades:
Caminhe junto com ela, entre junto nos lugares, não a perca
de vista em uma multidão, segure sua mão, ofereça seu braço, ponha a mão ao
redor dos ombros dela, segure seu rosto e traga-a para junto de si para
beijá-la.
Faça tudo isso com firmeza, com masculinidade. Se necessário, pratique com sua irmã, sua
prima, sua mãe (exceto a parte do beijo).
No cinema ou na frente da televisão aconchegue-a junto ao
seu peito, passe a mão em seus cabelos, mantenha o contato físico sempre (mão
no joelho, mãos dadas, mão boba).
Quando vocês estiverem em um grupo, experimente chegar por
trás e enlaçar a cintura dela. É como se você estivesse rugindo “ela é
minha” e que me desculpem as mais feministas, a gente adora essa marcação de
território até porque ela é duplamente efetiva e funciona para que as outras
mulheres saibam que “ele é meu” também.
O contato físico é extremamente importante porque vai
reforçar aquilo que, com certeza, você estará fazendo no dia a dia.
Veja no próximo post como o bonzinho está realmente presente
na vida de sua mulher.

