domingo, 30 de outubro de 2011

A arte de estar presente


Esta é uma especialidade do bonzinho, mas ele precisa aprender a tirar mais proveito disso e as mulheres precisam aprender a valorizar esse aspecto.
Eu estava passando em frente a uma faculdade uma noite dessas justamente no horário de saída das turmas. Notei a grande quantidade de carros ali estacionados e os homens do lado de fora aguardando suas namoradas, filhas, esposas.  Eu me emocionei com a cena porque observei com gratidão como os homens nos protegem.
É bom ser independente? É e não abrimos  mão disso, mas nós amamos a proteção masculina.  Sentir uma mão forte em nossos ombros quando atravessamos uma multidão, notar que o homem está atento aos movimentos da rua e se mantém do lado da rua nos guardando do lado da calçada, perceber que um homem discute com o mecânico, o chaveiro, o gerente do banco ou com quem quer que seja para nos defender, ah, isso resgata algo que é difícil de definir.
Eu me recuso a discutir ou a explicar isso, assim como cansei de tentar descobrir porque homens e mulheres são tão diferentes.
O fato é que são diferentes, o fato é que boa parte das mulheres gosta de proteção mesmo não dependendo dela.  Na verdade todo ser humano gosta de proteção, de carinho.  Nós também gostamos de preparar um chá nas noites mais frias quando nosso amado parece que vai ficar gripado e os homens gostam desta proteção.
Isso não é uma regra, homens podem gostar de preparar o chá e mulheres podem não querer serem esperadas na porta da escola.
Aqui não é a coisa que importa, é o espírito da coisa.
Saber que um pode contar com o outro é uma das maravilhas de um relacionamento.  Eu posso não precisar, mas sei que posso contar com ele, ah, isso faz de um bonzinho um homem irresistível.
Basta fazer o que vocês já fazem.
Não sei se foi por medo de ofender as mulheres com muita proteção, não sei se as mulheres andaram botando banca de muito duronas e independentes, o fato é que eu sinto que os homens se seguram, represam seu instinto de proteção.
Risque a palavra proteção, chame de companheirismo e você vai ver como fica mais fácil ser protetor, digo, companheiro.
Então vamos lá, como exercitar isso?
No contato físico há várias oportunidades:
Caminhe junto com ela, entre junto nos lugares, não a perca de vista em uma multidão, segure sua mão, ofereça seu braço, ponha a mão ao redor dos ombros dela, segure seu rosto e traga-a para junto de si para beijá-la.
Faça tudo isso com firmeza, com masculinidade.  Se necessário, pratique com sua irmã, sua prima, sua mãe (exceto a parte do beijo).
No cinema ou na frente da televisão aconchegue-a junto ao seu peito, passe a mão em seus cabelos, mantenha o contato físico sempre (mão no joelho, mãos dadas, mão boba).
Quando vocês estiverem em um grupo, experimente chegar por trás e enlaçar  a cintura dela.  É como se você estivesse rugindo “ela é minha” e que me desculpem as mais feministas, a gente adora essa marcação de território até porque ela é duplamente efetiva e funciona para que as outras mulheres saibam que “ele é meu” também.
O contato físico é extremamente importante porque vai reforçar aquilo que, com certeza, você estará fazendo no dia a dia.  
Veja no próximo post como o bonzinho está realmente presente na vida de sua mulher.

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